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Prefeitura de Palmas diz à Justiça que não tem ‘estrutura técnica’ para montar hospital de campanha

Em audiência, procurador-geral do município disse que há dificuldade para encontrar mão de obra para viabilizar o hospital e que por isso a cidade está contratando leitos na rede privada. Juiz determinou que informações sobre as contratações sejam atualizadas a cada 15 dias

O procurador-geral do município de Palmas, Mauro Ribas, disse à Justiça do Tocantins que a capital não tem ‘estrutura técnica’ para montar um hospital municipal de campanha contra a Covid-19. A informação foi fornecida pelo procurador durante uma audiência em que eram discutidas alternativas para o aumento no número de leitos para pacientes com a doença em Palmas.

G1 procurou a prefeitura para saber quais são as dificuldades específicas para a montagem de um Hospital de Campanha na cidade e aguarda retorno.

No Tocantins, dois hospitais de campanha foram montados. Um deles fica na capital, mas é administrado pelo Governo do Tocantins e atende a pacientes de todas as regiões e até de outros estados. O outro fica em Araguaína e foi montado com recursos do município, ele deve se tornar o novo Hospital Municipal da cidade após o fim da pandemia.

Durante a audiência, Mauro Ribas disse que há “dificuldade de mão de obra” em Palmas e também “deficiência dos recursos humanos tanto na rede pública como na rede privada”. Por esse motivo a prefeitura teria optado por contratar leitos na rede privada para atender os pacientes do SUS ao invés de criar uma estrutura própria.

Disse ainda que o município trabalha com a perspectiva de contratar mais 10 leitos de UTI nos próximos dias, como já tinha divulgado a prefeitura e ampliar o número de leitos de estabilização para 81.

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