logo

Operação Sorte Falseada: Em Gurupi, Polícia Civil deflagra operação contra influenciadora digital investigada por jogos de azar on-line e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas), com apoio da 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil (7ª DPRC – Gurupi), deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 26, a Operação Sorte Falseada, para cumprimento de mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de veículo e extração de dados telemáticos no âmbito de investigação que apura a prática de jogos de azar on-line e lavagem de dinheiro.

A operação tem como alvo uma influenciadora digital identificada pelas iniciais E.M., investigada por promover plataformas de apostas ilegais conhecidas popularmente como tigrinho por meio das redes sociais. Conforme as investigações, a suspeita utilizava seu perfil no Instagram para divulgar jogos de azar com promessas de prêmios aos seguidores.

O inquérito policial foi instaurado em março de 2024, após o recebimento de denúncias anônimas relatando a divulgação de jogos de azar conhecidos popularmente como tigrinho por meio de perfil em rede social, com promessa de prêmios e ganhos financeiros. Durante o curso das investigações, a equipe da 1ª DEIC identificou publicações utilizadas para fomentar a prática das apostas on-line, além de conteúdos em vídeo nos quais a investigada teria proferido ameaças direcionadas a pessoas que manifestavam intenção de denunciar as plataformas aos órgãos competentes.

As diligências também identificaram indícios de fracionamento de saques em espécie em valores inferiores a R$ 50 mil, pulverização de ativos e utilização de terceiros, empresas de fachada e contas de passagem para movimentação financeira e possível ocultação de valores supostamente relacionados às atividades investigadas. Durante as apurações, a Polícia Civil verificou que as contas vinculadas à investigada teriam registrado movimentação milionária no período de um ano, valor significativamente superior à renda formal declarada. No mesmo período, foi identificada a aquisição de um imóvel em Palmas, no valor de aproximadamente R$ 300 mil, pago em espécie, além de indícios de utilização de estrutura empresarial para suporte e circulação das movimentações financeiras investigadas.

Entre as medidas cautelares representadas pela Polícia Civil e deferidas pelo Poder Judiciário estão o sequestro de um apartamento localizado em Palmas, avaliado em aproximadamente R$ 300 mil, propriedades vinculadas à investigada, além do bloqueio de uma caminhonete Toyota Hilux 2024 e de uma motocicleta elétrica. Durante o cumprimento das buscas, também foram apreendidos cerca de R$ 8 mil em espécie, nove notas de dólar em moeda estrangeira, cartões bancários e objetos pessoais relacionados à investigada.

Também foram autorizadas buscas em imóveis ligados à investigada, bem como a extração de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos. A Polícia Civil ainda representou pela suspensão do perfil utilizado para divulgação das plataformas de apostas, com preservação do conteúdo publicado.

Conforme explica o delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Chaves de Queiroz, os elementos reunidos durante a investigação demonstram indícios consistentes de ocultação patrimonial e lavagem de capitais. “O modus operandi identificado ao longo das investigações aponta para a possível utilização de terceiros, pulverização patrimonial e movimentações incompatíveis com a renda declarada, medidas que, em tese, teriam sido empregadas para dificultar o rastreamento da origem dos valores investigados. Os elementos reunidos fundamentaram as medidas cautelares representadas pela Polícia Civil junto ao Poder Judiciário”, destaca o delegado.

O delegado-regional, Joadelson Rodrigues Albuquerque, titular da 7ª DPRC, destaca que a atuação integrada entre as unidades especializadas e regionais foi fundamental para o cumprimento das medidas judiciais e o avanço das investigações. “A ação demonstra o comprometimento da Polícia Civil no enfrentamento às práticas criminosas relacionadas a jogos de azar e à lavagem de dinheiro, garantindo uma atuação técnica e integrada das forças policiais”, ressalta.

Sorte Falseada

O nome da operação, “Sorte Falseada”, faz alusão à falsa promessa de ganhos financeiros fáceis divulgados por meio das plataformas de apostas on-line investigadas, bem como à suposta construção artificial de uma imagem de prosperidade utilizada para atrair usuários e fomentar a prática dos jogos de azar.

Compartilhe
* Os comentários aqui postados são de inteira responsabilidade de seus autores, não havendo nenhum vínculo de opinião com a Redação da equipe do Portal Tocantins News. Obrigado.